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A Psicologia das Fontes – Como A Tipografia Influencia na Percepção da Marca

A tipografia é uma das peças chave na criação de uma Identidade Visual. Em conjunto com a paleta de cores, imagens e elementos gráficos, as fontes complementam e definem a personalidade de uma marca.

A escolha influencia diretamente em como a empresa é percebida pelos consumidores e o impacto pode ser percebido já no contato com o logotipo, além de facilitar a leitura de títulos e textos. É importante que haja uma conexão entre estas aplicações, de forma a manter um padrão visual, respeitando a Identidade Visual da marca.

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Mais do que um mero conjunto de letras, cada fonte é composta por uma família tipográfica, com suas particularidades e conceitos subjetivos. É papel do designer compreender esses significados e escolher, dentre milhares de opções, aquela que melhor se encaixa com a proposta de criação.

Que tipo de mensagem está se buscando passar? Qual é o tom da mensagem? A chamada é leve ou mais agressiva? Com quem estou me comunicando? Está sendo ofertado um produto de luxo ou lidando com uma causa social? Fatores sociais, políticos e econômicos podem e devem ser levados em consideração na hora da decisão. Pois a fonte transmite, mesmo que sutil e indiretamente, todos esses valores ao texto.

Estilos de fontes

Como falado acima, as fontes ficam dentro de famílias tipográficas. Essas famílias são agrupadas de acordo com o seu estilo e cada uma passa ao leitor uma sensação diferente.

Há dezenas de categorias e subcategorias. Mas pode-se destacar três estilos principais:

Fontes Serifadas (Serif):

Fontes clássicas e tradicionais. Passam a sensação de formalidade, confiança, educação e experiência. Têm alta legibilidade e são amplamente utilizadas na literatura.

Fontes Não Serifadas (Sans-serif):

Fontes modernas e amigáveis. Trazem um teor mais informal e descontraído ao texto, mas ainda de maneira direta e objetiva.

Fontes Cursivas (Script):

Fontes elaboradas e decorativas. Transmitem elegância, criatividade e dão um toque especial ao texto. No entanto, não podem ser usadas em excesso, pois acabam prejudicando a leitura.

Além de variar em estilo, as fontes geralmente possuem mais de um peso. Os pesos básicos são negrito, que dá mais impacto e rigidez ao que está escrito, e itálico, que é mais dinâmico e coloquial.

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Quem trabalha com design está (ou deveria estar) familiarizado com a diagramação, com o contraste e com a hierarquia das informações. A boa distribuição dos elementos que compõem a peça gráfica é o que torna a mensagem eficiente e, de quebra, bonita.

A aplicação adequada da tipografia também desempenha um papel nessa comunicação assertiva. Para isso, há alguns truques básicos que sempre vão funcionar:

Misturar é sempre bom!

Misturar famílias e pesos ajudam muito a trazer a atenção do consumidor a um ponto de destaque e transmitir o objetivo da mensagem clareza. Uma técnica clássica é utilizar uma fonte sem serifa no título, em tamanho maior, e uma fonte serifada menor para o texto. Ou vice versa.

Ou, então, se não é possível aplicar mais de uma família de fonte na peça, é interessante brincar com o peso e espaçamento da fonte utilizada. Dar destaque com o negrito, ressaltar com o itálico e por aí vai…

Mas cuidado: tente não usar mais de duas ou três variações tipográficas de uma vez só. Isso pode acabar atrapalhando a comunicação e deixando a peça esteticamente desagradável.

Utilizar fontes cursivas no corpo do texto também não é indicado. Por serem mais extravagantes, em relação às fontes serifadas ou não serifadas, elas acabam chamando muito a atenção – o que é ótimo para um título, mas se aplicada em um texto de apoio, fica ruim. Pois é muita informação visual conflitante.

Claro que dentro dessas “regras” há exceções. E isso, de forma alguma, deve limitar a criação. Mas, no geral, seguir essas boas práticas resulta em uma comunicação escrita eficiente e clara e com menor chance de erros.

Imortalizando marcas

Diversas marcas trabalham com logotipos totalmente tipográficos. Isto é, não utilizam de ícones ou grafismos para representar a empresa, além do próprio nome estilizado.

Algumas conseguiram criar uma tipografia tão distinta e marcante que serão para sempre lembradas. Coca-Cola e Google são ótimos exemplos.

Cada logo é desenvolvido de forma a transmitir uma sensação diferente. Ângulos mais duros são mais impositivos, passam a sensação de força. Ao contrário de formas orgânicas e arredondadas, que são amigáveis, acolhedoras e divertidas. Ou logotipos com fontes mais altas, finas e suaves, que representam elegância, luxo, fineza.

Tudo depende de como a empresa quer se comunicar com o mundo. Quais são os seus valores, seu conceito, público-alvo e tudo o mais que torna a marca o que ela é.

Vale ressaltar também que, ao longo dos anos, as marcas também passam por reformulações na sua Identidade. Empresas mundialmente famosas já alteraram, adaptaram e atualizaram seus logotipos diversas vezes. Um estudo é realizado por trás dessas mudanças, que sempre visam modernizar a marca e aproximá-la do seu público.

Mas isso não significa que atualizações sejam sempre aceitas e bem vistas pelos consumidores. Essas alterações podem acabar fugindo demais do que a marca era antes e há diversos fatores que podem trazer a rejeição. Como o aspecto emocional que um logotipo pode ter sobre as pessoas. A história que a imagem da empresa tem na vida dos seus consumidores. Por isso, rebradings podem ser um tiro no pé e causar mais problemas do que trazer coisas boas à marca.

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A forma e o conteúdo criam a mensagem

Pode parecer um mero detalhe que passa despercebido para a maioria das pessoas. Mas, o subconsciente registra e interpreta tudo o que nós vemos e, a partir disso, nos leva a desenvolver uma opinião que pode pender para o lado positivo ou para o negativo.

Esse pequeno detalhe pode fazer a diferença entre ser uma marca sem personalidade ou ser marcante. Por isso, toda a Identidade Visual deve ser muito bem pensada e construída, harmonizando o conceito da empresa com cores, imagens, linguagem e, claro, tipografia. Tudo o que é desenvolvido em favor da marca, é um diferencial.

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Pedro Padilha
Designer

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